Ao realizar a simulação de aposentadoria, muitos segurados observam resultados inesperados e ficam em dúvida sobre sua confiabilidade.
Isso acontece, na maioria das vezes, porque não compreendem quais dados são utilizados na simulação e como essas informações impactam diretamente o resultado apresentado. Entender esses dados é essencial para interpretar corretamente a simulação e evitar decisões equivocadas.
A simulação feita pelas plataformas oficiais utiliza exclusivamente as informações já registradas nos sistemas previdenciários, sem análise documental aprofundada. Por isso, conhecer os dados considerados é tão importante quanto saber como simular.
Passo 1: Entender a base principal da simulação
A simulação de aposentadoria utiliza como base o CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais, que reúne todo o histórico contributivo do segurado perante o INSS. É nesse banco de dados que constam os vínculos de trabalho e as contribuições previdenciárias.
Se o CNIS estiver incompleto ou com erros, a simulação refletirá essas falhas.
Passo 2: Identificar os vínculos empregatícios considerados
O sistema considera todos os vínculos registrados, como:
- Empregos com carteira assinada
- Períodos como empregado doméstico
- Atividades como contribuinte individual
- Contribuições como segurado facultativo
Cada vínculo aparece com data de início e fim, influenciando diretamente o tempo total de contribuição.
Passo 3: Compreender o uso das contribuições previdenciárias
Além do tempo, a simulação considera os valores das contribuições realizadas ao longo da vida laboral. Esses valores são fundamentais para o cálculo da média salarial, que impacta o valor estimado do benefício.
Contribuições abaixo do salário mínimo ou não registradas corretamente podem reduzir o valor final da aposentadoria.
Passo 4: Verificar a idade registrada no sistema
A idade do segurado é outro dado essencial, especialmente após a Reforma da Previdência. A simulação utiliza a data de nascimento cadastrada para verificar:
- Idade mínima
- Pontuação (idade + tempo)
- Enquadramento em regras de transição
Qualquer erro na data de nascimento altera completamente o resultado.
Passo 5: Entender como o sistema considera o tempo de contribuição
O tempo de contribuição é calculado a partir dos períodos registrados no CNIS. A simulação soma:
- Meses e anos de contribuição
- Períodos consecutivos ou intercalados
Porém, o sistema não reconhece automaticamente períodos especiais ou atividades não registradas.
Passo 6: Saber o que a simulação NÃO considera automaticamente
A simulação online não inclui, de forma automática:
- Tempo especial (insalubridade ou periculosidade)
- Atividade rural sem registro
- Períodos em atraso não regularizados
- Contribuições discutidas judicialmente
Esses períodos exigem comprovação específica no momento do pedido oficial.
Passo 7: Conferir dados inconsistentes ou ausentes
É comum encontrar:
- Vínculos sem data de fim
- Contribuições em branco
- Remunerações zeradas
- Períodos faltantes
Essas inconsistências reduzem o tempo ou o valor simulado.
Passo 8: Entender o impacto de dados incorretos
Dados errados podem:
- Atrasar a data estimada de aposentadoria
- Reduzir o valor do benefício
- Excluir modalidades mais vantajosas
Por isso, a simulação deve ser acompanhada de uma análise crítica dos dados.
Passo 9: Corrigir dados antes de confiar no resultado
Antes de tomar qualquer decisão, o ideal é:
- Conferir o CNIS detalhadamente
- Solicitar correções quando necessário
- Atualizar vínculos e contribuições
A simulação só será confiável se os dados estiverem corretos.
Conclusão prática
A simulação de aposentadoria é tão precisa quanto os dados utilizados. Compreender quais informações entram no cálculo permite interpretar corretamente o resultado, identificar falhas e corrigir inconsistências antes de solicitar o benefício. Simular sem analisar os dados pode levar a decisões precipitadas e prejuízos financeiros.