Deixar de pagar o boleto do FIES é uma situação que preocupa e com razão. O atraso gera efeitos progressivos no contrato e pode impactar sua vida financeira por anos.
Abaixo, explico o que acontece em cada etapa quando o pagamento não é realizado no programa FIES, para que você saiba como agir e evitar danos maiores.
Passo 1️⃣: Atraso inicial e encargos
No primeiro atraso:
- Incidem juros e multas conforme o contrato
- O valor do boleto é atualizado automaticamente
- O sistema passa a registrar a parcela como vencida
Quanto antes você regularizar, menor será o custo.
Passo 2️⃣: Acúmulo de parcelas em atraso
Se o pagamento não ocorre nos meses seguintes:
- As parcelas se acumulam
- Os encargos crescem sobre o saldo
- A dívida perde previsibilidade
Aqui, pagar apenas a parcela atual não resolve o passivo.
Passo 3️⃣: Comunicação e cobrança
Persistindo a inadimplência:
- O agente financeiro inicia cobranças formais
- Podem ocorrer notificações por canais oficiais
- O contrato entra em monitoramento de risco
Ignorar contatos não interrompe o processo.
Passo 4️⃣: Risco de negativação do CPF ⚠️
Com atraso prolongado:
- O débito pode ser negativado
- Seu CPF pode constar em cadastros de inadimplentes
- Isso afeta crédito, financiamentos e cartões
Esse é um dos impactos mais sensíveis e duradouros.
Passo 5️⃣: Dificuldades acadêmicas e administrativas
A inadimplência pode:
- Dificultar aditamentos futuros
- Criar entraves em regularizações
- Gerar pendências administrativas no sistema
Mesmo após a formatura, o contrato continua válido.
Passo 6️⃣: Encaminhamento para cobrança judicial
Em cenários extremos:
- O débito pode ser judicializado
- Há risco de custas adicionais
- O processo se torna mais complexo
Essa etapa aumenta custos e reduz alternativas.
Passo 7️⃣: Como evitar ou reverter o problema
Se você já atrasou:
- Emita a segunda via atualizada
- Verifique parcelamento ou renegociação
- Contate o atendimento oficial rapidamente
A ação precoce preserva opções e reduz prejuízos.
Conclusão clara
Não pagar o boleto do FIES desencadeia juros, cobranças, negativação e até judicialização. A boa notícia é que há caminhos para regularizar — quanto antes você agir, mais simples e barato será resolver.