Ao realizar uma simulação de previdência privada, um dos pontos mais importantes é a escolha do tipo de plano. Essa decisão influencia diretamente a tributação, a estratégia de aportes e o valor líquido disponível no futuro. Muitos investidores simulam sem entender essa diferença e acabam escolhendo um plano inadequado ao seu perfil fiscal.
Conhecer os tipos de planos é essencial para interpretar corretamente o resultado da simulação.
Passo 1: Entender que existem dois tipos principais de planos
No Brasil, a previdência privada se divide basicamente em:
- PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)
- VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)
A simulação normalmente pede que o investidor escolha um deles logo no início.
Passo 2: Compreender o funcionamento do PGBL
O PGBL é indicado para quem:
- Declara Imposto de Renda no modelo completo
- Contribui para o INSS ou regime próprio
Na simulação, o PGBL permite:
- Dedução das contribuições até 12% da renda bruta anual
- Maior eficiência tributária no curto prazo
Porém, no resgate, o imposto incide sobre todo o valor acumulado.
Passo 3: Entender o funcionamento do VGBL
O VGBL é indicado para quem:
- Declara IR no modelo simplificado
- É isento ou não contribui para o INSS
- Já atingiu o limite de dedução do PGBL
Na simulação, o VGBL não gera dedução fiscal, mas o imposto no resgate incide apenas sobre os rendimentos, e não sobre o total investido.
Passo 4: Avaliar o impacto tributário na simulação
Ao simular PGBL e VGBL com os mesmos valores, o resultado final pode parecer semelhante, mas o impacto tributário é diferente no momento do resgate.
Por isso, a simulação deve considerar:
- Perfil fiscal atual
- Expectativa de renda futura
- Prazo de acumulação
Passo 5: Entender planos individuais e coletivos
A simulação também pode variar conforme o plano seja:
- Individual (contratado diretamente)
- Coletivo (oferecido por empresas)
Planos coletivos podem ter taxas menores, o que influencia positivamente o resultado simulado.
Passo 6: Analisar taxas cobradas por tipo de plano
Cada tipo de plano pode ter:
- Taxa de administração
- Taxa de carregamento (cada vez menos comum)
Essas taxas impactam diretamente o valor final da simulação.
Passo 7: Simular os dois tipos antes de decidir
O ideal é sempre simular:
- PGBL e VGBL
- Com os mesmos valores e prazos
Assim, fica mais fácil identificar qual plano gera melhor resultado líquido.
Passo 8: Evitar erros comuns na escolha do plano
Erros frequentes incluem:
- Escolher PGBL sem declarar IR completo
- Escolher VGBL achando que não há imposto
- Ignorar o impacto das taxas
Conclusão prática
Os tipos de planos influenciam profundamente o resultado da simulação de previdência privada. Entender a diferença entre PGBL e VGBL evita escolhas equivocadas e permite estruturar uma previdência mais eficiente do ponto de vista financeiro e tributário.